Capitão e cabo da PM são condenados por homicídio e fraude processual em SP
O Conselho Especial de Justiça da 4ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo condenou, nesta terça-feira, 15, o Capitão PM Francisco Carlos Laroca Júnior e o Cabo PM Fabiano Rizzo pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
Laroca Júnior foi condenado a 22 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado, além de 11 meses de detenção pela fraude processual.
Já Fabiano Rizzo recebeu pena de 17 anos, 1 mês e 18 dias de reclusão, também em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado, e mais 6 meses de detenção pelo crime de fraude processual.
Apesar das condenações, os dois poderão recorrer em liberdade. A sentença ainda está sujeita a recursos da defesa e do Ministério Público.
O CASO
O sargento Rulian foi baleado dentro de um quartel em São Paulo. Os disparos foram atribuídos ao capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e ao cabo Fabiano Rizzo, que alegaram ter agido em legítima defesa.
Segundo a versão apresentada pelos policiais, Rulian teria apontado uma arma contra eles antes de ser baleado. A investigação do Ministério Público, porém, contestou essa versão.
De acordo com a perícia, o revólver atribuído ao sargento estava quebrado e não teria condições de efetuar disparos. Além disso, a arma funcional de Rulian teria sido encontrada guardada e trancada.
A acusação também apontou indícios de alteração da cena do crime, levando à denúncia dos policiais por fraude processual.

