Acusado de feminicídio no prédio “Esqueleto” é solto em Franca
Ederson, conhecido como “Ninguém”, acusado de envolvimento na morte de Fernanda de Paula, encontrada sem vida em janeiro no prédio abandonado conhecido como “Esqueleto”, na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, em Franca, foi solto e responderá ao processo em liberdade.
O investigado havia sido indiciado pela Polícia Civil por suspeita de feminicídio. A prisão preventiva foi revogada pela Justiça após manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A defesa alegou fragilidade nas provas reunidas durante a investigação. Entre os pontos considerados estão o depoimento de uma testemunha que afirmou que Ederson estaria trabalhando no horário estimado da morte e a falta de conclusão dos laudos periciais sobre a dinâmica das lesões que causaram o óbito.
Segundo o Ministério Público, embora a morte por politraumatismo esteja comprovada, os elementos reunidos até o momento não seriam suficientes para levar o caso ao Tribunal do Júri.
Com a decisão, foi expedido o alvará de soltura. O MP também se manifestou pela impronúncia de Ederson, sem impedir que uma nova denúncia seja apresentada caso surjam novas provas.
O prédio “Esqueleto”, abandonado há anos, continua sendo frequentado por pessoas em situação de vulnerabilidade e é considerado um ponto de preocupação para a segurança pública em Franca.

