DIG captura uma das mulheres acusadas de sequestrar família de trabalhador rural
A Justiça decretou a prisão preventiva de seis mulheres investigadas por participação no sequestro da família do trabalhador rural Milton de Souza do Prado. Durante uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), na manhã desta sexta-feira, 31, Kauany Eduarda Melo Cruz foi presa, enquanto as investigações sobre o caso continuam.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, as investigadas são parentes de Guilherme e Rafael, envolvidos nas investigações sobre o assassinato de Milton, e teriam participado do sequestro da família da vítima. Entre elas estão Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula e Kauany Eduarda Melo Cruz, que tiveram a prisão preventiva decretada. O juiz entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal.
Já Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kelly Cristina Queiroz também tiveram reconhecidos os requisitos para a prisão preventiva. No entanto, a Justiça substituiu a medida por prisão domiciliar, por ambas terem filhos menores. No caso de Kelly, a decisão destaca ainda que um dos filhos possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). As duas deverão permanecer em recolhimento domiciliar integral, usar tornozeleira eletrônica, não manter contato com vítimas e testemunhas e comparecer a todos os atos do processo.
Em relação a Noemi Vitória de Sousa Rosa, apontada nas investigações como líder do grupo, o magistrado considerou prejudicado o novo pedido de prisão preventiva, já que a medida havia sido decretada anteriormente.
De acordo com as investigações, a família de Milton foi retirada de casa sob ameaças e mantida em cárcere em um imóvel no Jardim Aeroporto. Durante o período em cativeiro, Maria Isabel, de 21 anos, filha de Milton, teria sido separada dos familiares, retornado com sinais de agressão e, no dia seguinte, levada novamente para um destino desconhecido. Desde então, ela não foi mais vista.
No dia do resgate das vítimas, um homem que fazia a vigilância do cativeiro foi preso em flagrante pela DIG. Com os mandados expedidos pela Justiça, as investigadas que ainda não foram localizadas passam a ser consideradas foragidas. A Polícia Civil espera que o depoimento de Kauane Eduarda ajude a esclarecer a participação de cada investigada e contribua para a localização das mulheres e de Maria Isabel.

