Mulher é atropelada pelo ex-sogro após discussão com o ex-companheiro por conta de cadeirinha, em Franca

Mulher é atropelada pelo ex-sogro após discussão com o ex-companheiro por conta de cadeirinha, em Franca

Uma mulher de 23 anos ficou ferida após ser atropelada pelo ex-sogro na tarde do dia 8 de março, em uma praça localizada na Avenida Carlos Roberto Haddad, no bairro Jardim Aeroporto I, em Franca.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi até o local para buscar a filha de 3 anos que tem com o ex-companheiro. Os dois foram casados por quatro anos e estão separados há aproximadamente um ano.

Em depoimento à polícia, a mulher relatou que o relacionamento era marcado por conflitos constantes e violência psicológica. Segundo ela, durante uma das discussões, o homem chegou a quebrar o celular dela. Temendo que as agressões pudessem se tornar físicas, ela decidiu encerrar o relacionamento.

O casal tem uma filha em comum. Conforme decisão judicial, a guarda da criança é unilateral da mãe, enquanto o pai tem direito a visitas aos finais de semana, das 9h às 16h.

A vítima também contou que, após o divórcio, o ex-companheiro chegou a invadir a residência dela. Na ocasião, foi concedida uma medida protetiva, mas posteriormente a Justiça entendeu que não havia necessidade de mantê-la, e a decisão acabou sendo revogada.

Segundo o registro policial, no dia dos fatos, quando a mulher foi buscar a filha, houve uma discussão envolvendo ela, o ex-companheiro e o pai dele, por conta da cadeirinha da criança.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher se posiciona em frente ao carro do ex-sogro. Em seguida, após o ex-companheiro gritar para que o pai acelerasse, o veículo avança e a vítima acaba sendo atingida, caindo sobre o capô do automóvel.

Com o movimento do carro, ela acaba caindo no chão e sofre ferimentos em um dos joelhos e no braço esquerdo. Apesar das dores relatadas, não foram constatadas fraturas.

A polícia ouviu o ex-companheiro, que afirmou que o carro apenas esbarrou na vítima. O caso foi registrado como lesão corporal e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha, e está sendo investigado pela Polícia Civil.