Justiça autoriza exumação de orientadora e Polícia Civil investiga suspeita de envenenamento
A Justiça autorizou, na semana passada, a exumação do corpo da orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo, de 42 anos, que morreu em abril de 2025. A medida foi solicitada pela Polícia Civil após surgirem suspeitas de que a morte possa ter ocorrido por outras causas, incluindo a suspeita de um possível envenenamento.
Inicialmente, o caso foi divulgado como morte por broncoaspiração, conforme constou em obituário. No entanto, familiares passaram a questionar as circunstâncias do óbito. Segundo eles, Tatiane era saudável e, dias antes de morrer, apresentou sintomas como vômitos, diarreia e fortes tonturas.
A família também relatou ter encontrado mensagens enviadas pelo então marido meses antes da morte, nas quais ele afirmava que “tudo seria resolvido” na época do óbito. Além disso, o comportamento dele após a morte foi considerado estranho pelos parentes, inclusive por ter retomado um relacionamento poucos dias após o velório. Eles afirmam ainda que, no dia da morte, o homem teria realizado uma festa na residência do casal.
O pedido inicial de exumação chegou a ser negado pelo Instituto Médico Legal (IML), sob a justificativa de que o corpo havia sido preparado para o enterro. Diante disso, a Polícia Civil recorreu à Justiça, que autorizou o procedimento que ocorreu na tarde desta quarta-feira, 11.
A exumação durou pouco mais de 20 minutos. De acordo com a Polícia Civil, foram coletadas amostras do intestino, rins, fígado e sangue para análise do Instituto de Criminalística. Familiares acompanharam o procedimento.
A defesa do acusado também esteve presente e afirmou acreditar na inocência do cliente.
A Polícia Civil não informou prazo para a conclusão do laudo, mas destacou que o resultado será fundamental para o avanço das investigações.

