Delegada fala sobre investigação de suposto abuso sexual contra criança em Franca

Delegada fala sobre investigação de suposto abuso sexual contra criança em Franca

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca investiga uma denúncia de suposto abuso sexual contra uma criança de 5 anos. O caso ganhou repercussão após a mãe da menina desferir golpes de faca contra o homem apontado como suspeito.

Segundo a delegada Juliana Paiva, o suposto crime teria ocorrido cerca de uma semana antes. A criança relatou os fatos à mãe dias depois e foi levada para atendimento médico. A DDM só tomou conhecimento da denúncia somente na segunda-feira, após o confronto envolvendo a mãe e o suspeito.

A delegada ressaltou que a Central de Polícia Judiciária funciona 24 horas e possui estrutura para atendimento às vítimas, inclusive fora do horário da DDM.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído em menos de cinco dias, após interrogatórios, oitivas e perícias. O relatório final está sendo encaminhado ao Judiciário. A DDM também solicitou medidas protetivas para as vítimas.

Durante o interrogatório, o suspeito negou os fatos e afirmou que não teve contato direto de cuidados com a criança, alegando que essa responsabilidade ficou com a esposa, tia da vítima. Segundo a delegada, as versões do homem e da esposa coincidem, mas divergem do relato da criança e da mãe. Os fatos serão analisados pelo Ministério Público, que poderá oferecer denúncia ou pedir o arquivamento.

A delegada explicou que o laudo pericial, isoladamente, não confirma nem descarta o crime de estupro de vulnerável, já que atos dessa natureza podem não deixar vestígios. A investigação considera todo o conjunto de provas.

A delegada também alertou sobre a exposição da imagem da criança nas redes sociais, destacando que isso pode causar prejuízos à vítima e que o ECA protege a imagem e a integridade de crianças e adolescentes.

A delegada afirmou ainda que casos de violência sexual recebem prioridade na DDM e negou que a rapidez da investigação tenha ocorrido por pressão nas redes sociais.