Segundo motorista que atropelou pedestre em avenida de Franca presta depoimento
Um caso grave de atropelamento na Avenida Santos Dumont, em Franca, ganhou novos desdobramentos após o depoimento do condutor do segundo veículo envolvido no acidente. Câmeras de segurança registraram o momento em que Ronaldo, de 60 anos, foi atropelado duas vezes em um curto intervalo de tempo.
As imagens registraram a vítima atravessando a via quando foi atingida por um primeiro automóvel. Com o impacto, Ronaldo caiu na via. Outros condutores conseguiram desviar do pedestre caído, mas um segundo carro acabou passando por cima do seu corpo.
A motorista do primeiro veículo foi localizada nas proximidades do bairro Estação pouco tempo após o acidente. Durante a abordagem, ela apresentava fortes sinais de embriaguez e foi submetida ao teste do etilômetro, que apontou 1,07 mg/L de álcool por litro de ar alveolar.
A mulher foi presa em flagrante, mas acabou liberada na audiência de custódia e responde ao processo em liberdade.
O motorista do segundo veículo, que trabalha como vendedor e voltava do trabalho no momento do fato, compareceu à delegacia acompanhado de seu advogado para prestar esclarecimentos. Em depoimento, o homem alegou que a via estava muito escura e que desviou de uma pessoa que entrou na pista, não percebendo que havia atropelado a vítima caída.
Segundo a versão do condutor, ao sentir o impacto no veículo, ele acreditou ter passado sobre uma pedra. Ele relatou ter parado nas proximidades da antiga Ciretran e, após ser alertado por uma testemunha sobre o ocorrido, retornou ao local do acidente para prestar auxílio e sinalizar a via até a chegada do socorro.
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para concluir o inquérito. Caso seja comprovado que o motorista permaneceu no local para socorrer a vítima, ele não responderá por omissão de socorro, mas a investigação apura se houve responsabilidade e lesão decorrente do segundo impacto.
Ronaldo sofreu ferimentos gravíssimos. Ele segue internado na Santa Casa de Franca, onde seu quadro é considerado grave, porém estável.
O CASO

