Justiça revoga prisão preventiva e comerciante acusado de tentativa de homicídio responderá em liberdade
A Justiça revogou a prisão preventiva do comerciante Wanderson da Costa Silva, conhecido como “Zam”, acusado de tentativa de homicídio após um episódio registrado no dia 21 de julho, em um estacionamento localizado entre as avenidas José da Silva e Chico Júlio, em Franca. Com a decisão, ele responderá ao processo em liberdade até o julgamento do caso.
O caso ganhou grande repercussão após câmeras de segurança registrarem o momento em que Wanderson joga o veículo contra um carrinho de churros pertencente ao casal de comerciantes. Na sequência, ele retorna ao local e atropela a comerciante, de 53 anos.
A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após apresentar evolução no quadro clínico, foi transferida para um quarto e seu estado de saúde é estável.
Na decisão, o juiz da Vara do Júri de Franca considerou que a prisão preventiva é uma medida excepcional e destacou que, neste momento da investigação, não há elementos suficientes que indiquem que a liberdade do investigado represente risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Também foi levado em consideração o fato de Wanderson ter se apresentado espontaneamente à Polícia Civil após os fatos.
Apesar da revogação da prisão, o comerciante deverá cumprir medidas cautelares, entre elas comparecer a todos os atos processuais, manter distância mínima de 100 metros das vítimas, de suas residências e locais de trabalho, além de ficar proibido de manter qualquer tipo de contato com as vítimas, familiares e testemunhas. O descumprimento das determinações poderá resultar em uma nova decretação da prisão preventiva.
Nota da defesa
Em nota à imprensa, a defesa de Wanderson informou que a Vara do Júri da Comarca de Franca revogou a prisão preventiva com expedição do alvará de soltura, após manifestação favorável do Ministério Público.
Segundo a advogada Kátia Teixeira Viegas, a investigação ainda está em andamento, não houve oferecimento de denúncia e novas diligências seguem sendo realizadas pela autoridade policial. A defesa afirmou ainda que, em respeito ao processo e às pessoas envolvidas, não irá se manifestar sobre o mérito do caso enquanto a investigação não for concluída.

